Metamorfoses e Mudanças

Trabalhar em vários lugares do país me dá a oportunidade de conhecer e vivenciar coisas maravilhosas.

Pelo Pantanal Matogrossense pude visitar um belo borboletário e, entre tanta beleza viva em diversas espécies, me deparei com esse “berçário” de futuras borboletas. Lá eu prestigiei o momento em que uma delas saía de seu casulo.

A borboleta, para mim, é o maior exemplo de mudança.

Sua metamorfose (do grego “metaboles”, que significa justamente “mudança”) é uma das mais belas demonstrações da Natureza que tudo pode se transformar, reinventar, ressurgir para melhor e adquirir novas potencialidades.

A vida dela é impressionante. Esse animal eclode do ovo como uma larva, que se alimenta intensamente. Posteriormente, após algumas mudanças de pele e estatura, a lagarta entra em fase de pupa, isto é, ela fica presa no interior da crisálida (casulo). Nessa fase, não há alimentação e o animal sobrevive apenas de suas reservas acumuladas. Após algum período, ocorre a eclosão e o adulto alado está formado.

O milagre da perfeição está no fato daquele bichinho lento, rastejante e assustador para algumas pessoas se transformar em um dos mais belos animais da Natureza, que colore os ares com um ballet encantador, contribui para a polinização de flores, percorre distâncias e enfeita os jardins.

Talvez, para a maioria, isso signifique nada ou pouco. Para mim é uma lição com grandes reflexões.

Nossa vida não é tão diferente.

Muitas vezes passamos por longas e doloridas metamorfoses que, se bem construídas com paciência e perseverança, nos levarão a estágios muito melhores.

Mas para isso precisamos pagar o preço da Mudança. Isso significa abrir mão de uma vida anterior que, apesar de cômoda, nos leva sempre aos mesmos lugares e resultados. É necessário suportar a dor, a solidão, a revisão de nossas estruturas e espaços.

E tudo isso requer coragem, iniciativa, paciência e perseverança para, principalmente, não pular as etapas que nos fazem mais fortes e competentes para colher os novos frutos do novo momento.

Interromper o ciclo é fatal. A metamorfose não fica completa se forçar para romper o casulo. As asas não se formam e não se pode voar.

Para voar é preciso combater os inimigos que em sua maioria estão dentro de nós… o vazio, a insegurança e a pressa.

Que nossa vida seja repleta de transformações e, para isso, que não tenhamos medo da Mudança.

Para saber mais sobre Marcelo de Elias, o fundador e curador da Universidade da Mudança e conhecer as palestras que ele tem à disposição do seu evento, basta entrar neste link.

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