Criatividade e Resiliência

Criatividade e Resiliência

Neste mundo corporativo globalizado, incertezas e turbulências econômicas são as únicas coisas previsíveis a nossa frente. Essas instabilidades são consequências da volatilidade do capitalismo, emergência de novos concorrentes, incertezas do cenário global em recessão e economia de mercado livre, que tem criado um pandemônio para os líderes que precisam produzir resultados sustentáveis.

Consequentemente, as organizações que não se adaptarem continuamente a esse cenário atual estarão condenadas a fracassos, falhas e falência. De acordo com o IBGE, quase 100 mil empresas de todos os tamanhos fecharam as suas portas no Brasil no ano de 2016, resultado da decorrente crise no Brasil.

Conjuntamente com esta vulnerabilidade econômica, instabilidades ambientais têm causado bilhões de dólares em prejuízos ao redor do mundo e tem se tornado uma grande preocupação para organizações do mundo inteiro. Falta de chuva, inundações, secas, tempestades, falta de luz e outros fatores ambientais têm tocado o alerta vermelho de organizações que começam a alterar suas estratégias com o intuito de lidarem melhor com esses tipos de adversidades. Empresas como as gigantes Honda, Sony e Bridgestone foram altamente afetadas pelo terremoto ocorrido no sudoeste do Japão no ano de 2016. Além disso, mais de 15 mil empresas foram afetadas pela crise hídrica em Minas no ano de 2015, sendo que as pequenas empresas foram as maiores atingidas. Esses são apenas “pequenos” exemplos dentro de um mundo inteiro que está sofrendo as consequências de um péssimo gerenciamento ambiental.

Não bastando as adversidades externas que as organizações contemporâneas tem enfrentado, elas por si só são as maiores fontes de estresse e pressão dentro do ambiente de trabalho e também as maiores afetadas por isso. Como exemplos, podemos citar empresas que exigem o aumento de resultados porém reduzem o número de colaboradores e, para piorar a situação, os que permanecem estão despreparados para enfrentar tal desafios. Podemos citar também organizações que falham no gerenciamento de recursos e comunicação, não empoderam seus  colaboradores, geram sobrecargas de trabalho e apresentam condições de trabalho pobres e instáveis. Em termos de danos e prejuízos, os problemas mentais causados pelo estresse e pressão no trabalho tem causado perda na produtividade individual e consequentemente nas organizações.

Diante de todas essas adversidades organizacionais, as empresas precisam não apenas sobreviver, mas precisam também aumentar a competitividade e sustentabilidade e ainda prosperar neste turbulento mundo através de adaptabilidade, flexibilidade e capacidade de inovação.

Criatividade

Como forma de ajudar as organizações a resolverem seus problemas, a criatividade surge como uma pedra fundamental. Ela melhora a produtividade operacional, gera soluções para os próprios problemas das organizações e também para seus clientes, contribui tanto para empresas inovarem constantemente independente da pressão do mercado quanto para longevidade dessas empresas.

Qual é o grande desafio então?

Por um lado, essa alta pressão no dia a dia corporativo pode ser um fator altamente motivador ou pode se tornar um fator inibidor para a criatividade humana dentro das instituições. Complementando isso, Amabile descreve diversos fatores que podem fomentar a criatividade dentro das organizações. Porém, ela também afirma que, em 22 anos de pesquisas e trabalhos em diversas organizações, a criatividade tem sido muito mais “assassinada” do que apoiada. Os fatores que levam ao fim da criatividade são os mesmos que geram estresse no ambiente de trabalho (citados anteriormente), além de regras rígidas e do medo do ser humano tem em assumir riscos e falhar.

Resumindo, a criatividade pode ser considerada o grande recurso para empresas enfrentarem adversidades. Entretanto, essa criatividade está sendo enfraquecida ou até mesmo “assassinada” por essa mesma adversidade.

Resiliência

A resiliência surge então como uma estratégia que irá colaborar para a resolução desse problema, promovendo assim a criação de um ambiente de trabalho seguro e que potencializará a criatividade das equipes na superação das adversidades corporativas a curto e longo prazo. A resiliência também entra como fator que pode fortalecer o colaborador de forma individual diante das pressões contemporâneas, fazendo com que o mesmo supere as aversões ao risco e erros e potencialize sua criatividade durante momentos de extrema pressão.

Como exemplo deste ambiente seguro e resiliente, empresas visionárias e sustentáveis, segundo Collins and Porras, criam um ambiente oportuno que estimula a capacidade criativa e inovadora de seus colaboradores, provendo a estrutura correta para isso, descentralizando o poder e dando espaço à autonomia. Criações como travelers cheque, da American Express, do Band-Aid (J&J), Post-it e fita crepe (ambos da 3M) são frutos de uma cultura resiliente e inovadora. Empresas como estas são também fruto do respeito de suas culturas pelos seus colaboradores que estão acima da busca incessante pelo lucro. Essas empresas são conhecidas pela alta longevidade, além de serem referências no mercado em suas áreas de atuação.

Prof. Marcelo Sattin é professor de Criatividade, Inovação e também de Liderança do MBA da Franklin Covey. Ele também é Mestre em Criatividade e Inovação (Portugal) e apaixonado por desenvolvimento de pessoas. Marcelo Sattin acredita que o ser humano pode se tornar incrível quando o seu potencial é bem desenvolvido. Ele também é mágico profissional há 17 anos.

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