A Mulher no Mercado de Trabalho

A Mulher no Mercado de Trabalho

A participação da mulher no mercado de trabalho brasileiro tem ganhado destaque principalmente nos últimos anos. Em 2007 a presença feminina representava 40,8% do mercado formal. Já em 2016, esse número subiu para 44%. Os dados são do Ministério do Trabalho e são baseados em pesquisas do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Confira aqui o texto compartilhado pelo IBC Coaching.

Apesar desse crescimento, uma parte das mulheres ainda tem que passar por dificuldades que muitos homens não encontram, tais como o equilíbrio entre atividades domésticas versus o emprego fora de casa e a diferença salarial. Mesmo com desafios maiores, grande parte das mulheres batalha diariamente para manter ou até mesmo criar seu espaço nas empresas. Um modo efetivo de enfrentar possíveis dificuldades do mercado de trabalho é com técnicas e ferramentas da metodologia coaching.

O método não faz distinção de gênero já que todas as mulheres e todos os homens tem potencial para evoluir e competir pelas melhores ofertas de emprego. O processo busca entender quais são as competências do profissional, a habilidade-chave e o potencial de desenvolvimento que cada um tem. Após isso, o coaching começa a desenvolver essa capacidade com técnicas efetivas. Outra parte do procedimento é encontrar os pontos fracos e avaliar maneiras para que eles não atrapalhem no desempenho do profissional.

Como manter o equilíbrio em todos os setores da vida com coaching

A equação que equilibra a vida profissional e a pessoal aflige tanto mulheres quanto homens. Afinal, é preciso saber dividir bem o tempo para que nenhum dos lados saia prejudicado.

Muitas mulheres que vivem nesse cenário ainda sentem que têm o dever de lidar perfeitamente bem e sozinhas com esses pilares da vida. Isso aconteceu e ainda pode acontecer em casos em que a mulher é pressionada por ela mesma ou pela própria família a cumprir as obrigações do emprego, as tarefas domésticas, a cuidar dos filhos e a ter uma vida social. Basicamente exercendo tudo sozinha.

A situação feminina pode ficar mais clara quando se analisa alguns dados de 2017 fornecidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mostram que as mulheres passam mais tempo do que os homens quando se soma as horas de trabalho dentro e de fora de casa. As mulheres empregadas trabalham em média 54,5 horas por semana, sendo 36,5h no emprego e 18h em casa. Enquanto isso, os homens empregados trabalham, em média, 51,6 horas por semana, sendo 41,1h no emprego e 10,5h em casa.

O coaching chega como uma ferramenta essencial para a mulher no mercado de trabalho que está tentando ficar fora da zona de conflito entre tarefas de dentro e de fora do emprego. O aprendizado irá cair como uma luva para que cada uma encontre a melhor forma de dosar igualitariamente e de maneira saudável o desenvolvimento profissional e a existência da vida pessoal. E por que não o desenvolvimento do lado pessoal também, não é mesmo? Afinal, com o coaching descobrimos qualidades que podem ser aprimoradas e defeitos que podem ser amenizados ou corrigidos para diversos setores da vida.

Uma parte do aprendizado coaching consiste em balancear cuidadosamente os objetivos profissionais com os pessoais. Desse modo, não é preciso realizar um sonho profissional em detrimento de um pessoal. E ao contrário também. Todas as áreas da vida podem e devem caminhar juntas desde que alinhadas e bem planejadas. O valor desse equilíbrio é maior do que o que você imagina, por isso eu acredito que o coaching é um investimento inteligente em você mesmo.

A metodologia coaching pode atingir todos os tipos de profissionais com os mais diversos tipos de família. O processo também pode ser útil para o caso de mulheres que são chefes de família. De acordo com informações do Ministério do Trabalho baseadas em pesquisas do Caged e da Rais, a renda feminina tem sido o sustento de diversos domicílios brasileiros. Em 1995, 23% das casas tinham as mulheres como principal sustento. Já em 2015 esse número subiu para 40%. Ainda vale destacar que 34% desse número equivalem às famílias em que o homem está presente.

Diferenças salariais e o investimento na carreira

Para que você entenda melhor a questão da diferença salarial, aqui estão alguns dados sobre a situação dos brasileiros no mercado de trabalho. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2015, realizada pelo IBGE, no Brasil o rendimento médio dos brasileiros era de R$ 1.808. A média de salário masculino era de R$ 2.012, enquanto a mulher tinha média salarial de R$ 1.522. Analisando estado a estado, o Distrito Federal possui a maior diferença e Roraima a menor. As diferenças salariais em relação ao gênero não mudam quando se adiciona o fator educação já que os homens sempre ganham mais, sem importar o tempo de estudo.

Outro dado é do Índice Global Gender Gap do Fórum Econômico Mundial que estuda a igualdade de gênero de 144 nações desde 2006. A pesquisa analisa as desigualdades entre homens e mulheres considerando dados relacionados a trabalho, saúde, educação e política.

Um exemplo interessante para que os brasileiros olhem com atenção e repensem algumas políticas trabalhistas é a Islândia. Em 2018, o País virou o primeiro a tornar a igualdade salarial obrigatória. A partir de agora é proibido que homens ganhem mais do que mulheres em órgãos governamentais e empresas do setor privado com mais de 25 funcionários. Os empregadores que não cumprirem com a lei irão arcar com multa.

Na topo da lista do índice de igualdade de gênero de 2017, estão Islândia, Noruega e Finlândia. A Islândia já completou nove anos ocupando o primeiro lugar! O Brasil está em 90º lugar. A informação chega como infelicidade já que em 2016, o País ficou em 76º lugar. Apesar do dado, as brasileiras continuam em busca de melhores cargos e salários!

Como falamos ao longo do texto, a situação atual das mulheres ainda não é a ideal. Porém é importante lembrar que é possível mudar no presente o cenário do amanhã. O futuro com certeza irá trazer situações mais positivas para o setor feminino. Segundo dados do Ministério do Trabalho baseados na Rais, em 2016 as mulheres receberam o equivalente a 84% do salário dos homens no Brasil. Essa informação já é um pouco maior do que a de 2015, ano em que esse número era de 82%. Isso é já o começo de uma mudança que é resultado da forte presença feminina. E o investimento na carreira é parte essencial para que essa presença se torne cada vez mais forte.

Agora é sua vez! Ajude a incentivar outras mulheres a crescerem profissionalmente. Conte para mim nos comentários se você já participou ou conhece algum case envolvendo uma mulher na liderança.

Para saber mais sobre Marcelo de Elias, o fundador e curador da Universidade da Mudança e conhecer as palestras que ele tem à disposição do seu evento, basta entrar no link.

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